Caído por aí

Caído por aí, tento-me erguer
Mas há um mas
Encontrei o meu conforto lar no chão

Estou na inferioridade das inferioridades do mundo
Sem responsabilidades
Sem projeções
Na simplicidade e pureza da vida
Sim é desse conforto que se trata
Magnifico não?

Poderei eu ter arrebatado o axioma desta mísera vida ?
Certamente que já morei mais longe dele
Porém resido mais cerca do abismo da alma
Sacrifícios patrocinados pelo alento do pensamento

É assim que vivo e espero viver
Até ao ultimo segundo
Porque no dia que o deixar de fazer
Deixo de merecer este mundo

Sentimento

Não está relacionado com o teu exterior
Muito menos com o interior
Tudo está conectado aos meus sentimentos
Que consequentemente emergem fragmentos

Sim, esmigalha-se este meu humilde coração
Repudiado de peripécias passadas
Quando tento mudar, as coisas são me relembradas
Eu sei que sou miserável , tenho noção

Um dia vou encontrar aquilo que tanto procuro
Ou unicamente saber o que quero encontrar
Sempre tão confuso com este meu muro
Muro esse que não sei porquê é tão obscuro

Mais um dia

O tempo alveja-me , vai e volta e eu contínuo imóvel.
Sem reação, sem mudança somente à espera que o tal dia nasça porque é a minha única certeza.
É com o sentimento de satisfação que me alegro em ver as pessoas partirem nas suas vidas e não pararem como eu.
Vivam , vivam vivamente esta passagem , não deixem que seja só uma passagem deixem uma mensagem , a vossa própria paisagem

Viagem

Vamos fazer uma viagem ?
Por favor so tu e eu
Sem qualquer bagagem

Até pode ser uma curta metragem
Só ir dar um passeio
Apanhamos a carruagem
Para o seio da felicidade que tanto anseio

Caio tantas vezes nesta minha imaginação
Contraditória e aparentemente enganosa
Ainda se me ajudasse na minha vida amorosa
Mas só ajuda a criar desilusão

Fim da viagem…

Desordem

Não gosto de sofrer
De coisas que não sinto de verdade
Será que é prazer ?
Ou será intensidade?

É incrivel como alguém me fazia confusão
E hoje escrevo sobre outra pessoa
Não entendo este meu coração
Quero sair deste mar,desta canoa

Como querem que reme
Se eu não sei o que quero
Olha é lume
Olha é efémero

Que saudade de quando era criança
Quando sonhava em amar
Pois hoje sonho em não magoar
Estou desolado nesta minha esperança

Já cheguei a ter medo de me entregar
Agora só não quero destroçar ninguém
Pensar chega a ser mais fácil que gostar
Se não for pensar na personagem

Momentos menos bons

Pensemos nos momentos menos bons .
E voltemos a pensar , mas agora nos piores momentos ,naqueles em que não há palavras para descrever o quão horriveis nos sentimos.
Sim ,nesses mesmos em que o mundo está a desmoronar-se sobre nós .
E nós próprios não sabemos como aguentamos ,ou melhor estamos à espera daquela ultima pedrinha ,que nos vai derrubar mas até lá sentimos que ainda suportamos mais uma , e mais uma…
E agora voltemos a pensar ,serão estes momentos maus? ou extraordinariamente necessários e por isso unicamente vividos e construtores de personalidades ?
Reparemos,são nessas alturas que nos conhecemos a nós proprios e aos nossos limites.
Refletimos,são essas ocasiões que transforam meros mortais em homens e mulheres desta incompreensível vida.
Pensemos nos momentos maus onde pensamos em tudo e mais alguma coisa até nos nossos pensamentos pensados